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Federação Mundial de Religiões
De volta ao Japão, Onisaburo continuou com suas atividades inter-religiosas
em um ritmo furioso. Em setembro de 1924, ele encontrou-se com representantes
da Futen, uma religião koreana recentemente fundada, e em novembro convidou
Mohammed Kumon, um muçulmano convertido, para dar uma conferência sobre o
Islamismo na sede da Oomoto. Após ser libertado da prisão em novembro,
ele começou a trabalhar em um projeto caro ao seu coração, a Federação
Mundial de Religiões. Ele escreveu:
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Quanto à unidade mundial de religiões que a Oomoto almeja, a maioria das
pessoas pensa que isto significa que a não ser que o mundo inteiro siga
os ensinamentos da Oomoto, não alcançaremos a unidade das religiões.
Mas as religiões diferem naturalmente de acordo com diferentes pensamentos
e conceitos, e quando vistas a partir de um ponto de vista mais amplo,
não importa se são denominadas Shinto, Budistas ou Cristãs. Se todos os
grupos e pensadores religiosos agirem em conformidade com as esperanças
da Oomoto, então esta será a união mundial da Oomoto.
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Em 22 de maio de 1925 a Federação Mundial de Religiões patrocinada por
Onisaburo held sua cerimônia de abertura em Pequim.
Estavam presentes representantes do Confucionismo, Islamismo,
Budismo Lamaísta Tibetano, Futen, Cristianismo, Taoísmo e
Salvação do Novo Mundo, uma nova religião chinesa em cuja
sede a conferência ocorreu. Este encontro foi seguido por
outro na sede da Tao Yüan em Kobe, Japão,
onde compareceram representantes da Tenri-kyo,
Budismo Jodo (Terra Pura), Hinduísmo, Budismo Shingon
(Esotérico), Zen, Oomoto e outras.
Infelizmente, acontecimentos políticos na China e no Japão
estavam avançando muito rápido. A Federação e até algumas
das religiões representadas nela foram logo depois varridas
pela corrente da história. Mas o exemplo da Federação
permanece como um dos primeiros esforços mundiais -
o primeiro no Extremo Oriente - a unir todas as religiões
em uma organização cooperativa. Este precedente tem especial
significado para a Oomoto que concebe a si mesma como um
"espelho" onde acontecimentos representam-se em miniatura
antes que, mais tarde, manifestem-se no mundo em grande escala.
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