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NAO DEGUCHI |
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O Início da Possessão Espiritual da Fundadora
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No dia 3 de fevereiro de 1892, Nao fez uma visita a sua filha Yoneko em Nishimachi. Ryôko e Sumiko, então com onze e nove anos, ficaram em casa. Sozinhas e com frio, elas [huddled aound a charcoal fire] e, conversando sobre sua irmã em Nishimachi, logo [grew drowsy] e adormeceram. Perto de meia-noite, elas acordaram com [a start to hear] uma voz alta gritando “Sumiko! Ryôko! Abram a porta!”. A voz era de sua mãe, mas elas nunca a tinham ouvido falar com tal tom de voz, alto e [commanding]. As duas meninas correram para abrir a porta. A Nao que [strode into] da casa, longe de sua [self] gentil usual, mostrou uma presenca [imperious] que [would have quelled] o próprio diabo. “Vão para casa de sua irmã [at once]” ordenou ela, “e digam a ela para acender trinta e seis [candles] e [chant] o nome do [holy sutra]”. As [astonished] meninas correram [barefoot] para fora de casa [clutching] suas [clogs] de madeira em suas mãos. Após correrem um pouco, deram uma pausa para recuperar o fôlego. Uma das meninas disse então, “Ela realmente disse para acender trinta e seis [candles] e recitar o nome do [holy sutra], não foi?”. “O que a faria dizer uma coisa como essa?” “Você não acha que ela perdeu o juízo como Yoneko, acha?” “O que faremos se mamãe ficar louca também?” Chegando na [household] de Ôtsuki, elas deram a mensagem de Nao a Ôtsuki e à irmã delas. Ôtsuki [muttered to himself], “Parece que a mãe delas finalmente enlouqueceu”, e para as meninas, “Tudo bem, tudo bem. Vão para casa e digam a sua mãe para não se preocupar. Yoneko está acendendo as [candles] e se preparando para [chant] o nome do sutra”. As meninas deixaram a casa de Ôtsuki e voltaram para casa, mas não encontraram sua mãe em lugar algum. Procurando ansiosamente pela casa, as duas meninas encontraram o kimono de sua mãe em um dos quartos. Ouvindo um barulho do lado de fora, perto do poço, foram olhar, e lá, na água [freezing], estava sua mãe se banhando em [buckets] de água [icy].* * [Pouring buckets] de água fria sobre alguém é prática comum entre ascetas japoneses. |
Quando Nao voltou para casa, as meninas contaram, “Nós estivemos em Nishimachi e falamos o que você nos disse”. “Muito bem” respondeu sua mãe. “Vocês devem estar [frozen]. É melhor irem para cama antes que peguem um resfriado”. Desta vez era a voz calma, [tender] usual de sua mãe, e as meninas foram dormir [much relieved]. Desde então, as abluções [icy] de Nao continuaram toda [evening] e uma presença espiritual invisível [entered] e a deixava [at intervals]. A presença parecia [to push up] com grande poder da [pit] de seu estômago, e Nao [would begin roaring] com uma voz grandiosa que não era a sua própria. Com sua própria voz [quiet] ela [would reply] ou fazer perguntas e o espírito [would roar] em resposta. [In this way] Nao e o espírito que a possuía [carried on] seu estranho diálogo, e foi deste modo que se iniciou a possessão da Fundadora. Nao ficava perfeitamente [aware] quando o espírito [entered her]. Primeiro seu corpo ficava extraordinariamente pesado, e ela sentia uma grande [force] em seu abdômen. Neste momento, toda sensação de fadiga a deixava e sua postura se tornava ereta e rígida, tal qual um(a) [effigy] em pedra. [Presently] seu corpo começava a balançar para trás e para frente e ela [would] levantar e abaixar seus pés alternadamente. Em tais momentos o(a) [chin] de Nao [would be drawn in], seus olhos [glittering] e, com uma tremenda pressão do(a) [pit] de seu estômago, a voz [would come forth] em um tom solene. Nao, que não [did care for all this bellowing] com uma voz masculina alta, ocasionalmente [would clench] seus dentes, determinada a não falar. Em vão. A grande voz [would burst forth even so], forçando sua boca a abrir. |